TUDO TEM UM PRAZO DE VALIDADE E SOFRIMENTO POR ANTECIPAÇÃO
- Yone Trindade
- 11 de jun. de 2018
- 3 min de leitura

Existe um ciclo natural da vida nessa terra, que é nascer, viver, crescer e morrer, todos os seres vivos vão passar por esse ciclo. Para biologia tudo no Universo está em constante transformação.
Então partindo deste princípio o homem não tem prazo de validade, mas é claro que você já sabe disso. Pensando assim, o prazo depende de seu ambiente, circunstâncias e ações. Contudo, ainda não inventaram qualquer técnica que possa prever o tempo exato de vida das pessoas.
Fala-se ainda que para alguns depende de sorte ou azar, destino ou carma. Outros tantos sonham com a imortalidade, mas não saem do campo do sonho.
Sofrendo só de pensar que um dia vai ficar bem velhinho, outros insistem em envelhecer precocemente, ou não, com receio, talvez, se estará sozinho na velhice, sem a certeza de que alguém queira se dispor a prestar cuidados ou, quem sabe, o pavor de morrer no abandono em um asilo ou outro canto qualquer.
Mas têm pessoas que não pensam em desgraças futuras e nem em sofrer por antecipação, permitindo que o tempo aconteça do jeito que tem que acontecer, aproveitando o melhor que pode e do jeito que dá. Elas vivem o aqui e agora.
Já não é fácil lidar com os problemas presentes imagine o que algumas pessoas fazem, antecipando o sofrimento, pensando no que vai acontecer. Veja quanto tempo se perde imaginando algo que nem poderá acontecer? Quantas pessoas sofrem por antecipação?
Eu sou encantada pelo poder que nossa mente tem. Estudei biologia, mas o que me fascinava era as aulas de anatomia principalmente as que mexia com o sistema nervoso. Nestas aulas aprendemos que nossa mente é programada para se proteger e buscar explicações para tudo. Mas muitas reações e atitudes são automáticas e nem percebidas, pois são frutos das experiências registradas no inconsciente.
E não estou culpando o inconsciente por isso. Sei que alguns sofrimentos estão relacionados aos valores emocionais vinculados aos modelos mentais, construídos no ambiente e experiências associadas à existência de cada um.
Esses modelos mentais podem guardar ou desencadear crenças que provocam estímulos emocionais que coordenam as decisões, que nem sempre são as melhores para o consciente. Também podemos chamar de decisões não racionais ou por impulso.
Em meus atendimentos como Coach, percebo muito os meus clientes (coachees) revelar tristeza, medo e ansiedade. Ouvir de uma que queria se separar do marido e outra que preferia morrer ou seja desistir da própria vida.
Quando perguntava o que podia está causando aquele incomodo, muitas das vezes vinham sentimentos pelas suas decisões, ou por aquilo que acreditam ser naquele momento. A frustação e o fracasso eram bem aparentes nas suas falas.
Seus olhos se encheram de lágrimas quando ressaltou que tinha medo do que poderia acontecer quando pensavam no futuro que aquela decisão poderia vir a causar em suas vidas.
A falta de motivação também era outro fator que aparecia em muitas sessões, ficavam esperando que o outro as motivassem, nunca encontravam um sentido para o que estavam fazendo, ou o porquê de aquilo ser daquela forma.
Normalmente eu fico ouvindo e processando todas as informações, ao mesmo tempo que lhes faço algumas perguntas para que especificasse em detalhes as situações que relatava.
Minha intenção era que elas pudessem relembrar ao máximo os detalhes para estabelecer uma conexão com suas emoções, ancoradas por suas lembranças.
Em um dos casos a cliente dizia que não gostava mais da vida que tinha, que era desvalorizada e que queria mudar isso. O casamento lhe deixava triste e irritada. Ressaltei: “mas você tem certeza que quer terminar um casamento?
Ela respondeu que sim, mas que queria repensar no que estava realmente acontecendo com ela. Desta forma, continuamos o trabalho como Coach e com o tempo ela foi mudando o seu próprio comportamento, e com isto, percebeu a mudança das pessoas de sua família.
Conseguiu fazer as pazes com o filho que vivia em conflito, começou a se impor em determinadas situações em casa, mostrando que era importante e que suas decisões também valiam, e com o tempo acabou reconquistando o relacionamento de quando namorava com o seu marido, reconstruindo uma história linda.
Foram muitos casos em que tive que trabalhar a motivação de viver com o cliente, nas mais diversas situações, como perca de emprego, ou insatisfação no atual emprego, brigas com a família, insatisfação com o próprio peso, perdidos na escolha dos caminhos como estudantes. Bulling na escola. E tantos outro casos.





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